Que seja eterna enquanto dure

É incrível pensar que na década de 10 do século XX o mundo ainda não havia enfrentado duas grandes guerras, nem o holocausto, nem a guerra fria, nem o muro de Berlim. Também somente os grandes visionários imaginavam o homem na lua, a avião e a televisão.
Hoje temos tantas coisas, vimos "várias variáveis" e "variações do mesmo tema".
O que nos espera na nossa década 10?

Aqui expresso meus devaneios e minha autoanálise. Opinião, expressão, literatura e vontades...

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Réu confesso

Cem anos se passaram de um período muito complexo para a política mundial. Ali se moldaria o novo mapa geopolítico do mundo com a eclosão da 1ª Guerra Mundial. Mas não é o fato em si que me vem a memória neste instante. O que se gestava por trás disto era uma nova(velha) forma torturante de pensamento único, semelhante dada as devidas proporções ao que os romanos imporam ao mundo antigo, a igreja impôs na Era Média, e agora as potências capitalistas vinham a forjar naquele novo século. Todas guardam em si o totalitarismo.


O pensamento totalitário, por muitas vezes, permeou a minha consciência. Disfarçado de verdade, coloco-me a impor minhas verdades, minhas crenças em tudo com que me relaciono. Resumindo, em toda a minha experiência política fui adepto do totalitarismo. Mas ele agora me incomoda me tira o sono, me faz temer tudo aquilo que dou fé.

Em nada tem haver isto a militância por uma ruptura que liquide a exploração do homem pelo homem. Não! Não nego minha vertente política! Mas me causa temor ver no meu cotidiano minha intolerância ao diferente. E o pior! Minha arrogância por achar a vinha verdade sempre superior.

Certa vez, um amigo me falou que minhas opiniões, ou qualquer opinião, serão sempre subjetivas, ou seja, são as minhas opiniões, não necessariamente a verdade absoluta. Aquilo foi para mim o primeiro confronto com o que aqui julgo serem idéias totalitárias. A partir de então busco disciplinar e tentar ouvir o diferente. Mas confesso que a diferença ainda me perturba. Estaria eu contaminado pelo pensamento totalitário? Confesso mais uma vez que sim.

Isto me levou dia após dia a um labirinto moral. Moral no meu sentido, não tente entender a minha moral a partir de seu conceito universal. Minha moral é o meu inconsciente julgador, muitas vezes punitivo. (punição será meu tema em outros momentos)

Neste labirinto ainda não conheço a saída, e embora ele me sufoque, me tire o ar, confesso ter um prazer sádico ao enfrentá-lo. Mas se a verdade é aquilo que queremos que assim seja a minha verdade de hoje me leva a combater dentro de mim aquilo que me mantem de pé. Não acredito não respeito, refuto qualquer forma de pensamento totalitário. Então preciso travar um combate interno neste instante, não sair por ai denunciando o totalitarismo alheio, mas sim aquele que se encerra dentro de mim.

Meus amigos têm me achado estranho ultimamente. Mas não é um Márcio cabisbaixo, não! Pelo contrário, sou como aquele que perdido em meio a tempestade em alto mar, luta até o fim por avistar ao final o farol que me leve a terra firme. Isto tem me feito mais feliz.

Meus sonhos têm me punido, noite após noite. Eles vem denunciando que o caminho que tomo agora é sem volta.

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