Em "A origem" (Inception - 2010) Don Cobb (Leonardo Di Caprio) é especialista em invadir a mente das pessoas e, com isso, rouba segredos do subconsciente, especialmente durante o sono, quando a mente está mais vulnerável. As habilidades únicas de Cobb fazem com que ele seja cobiçado pelo mundo da espionagem e acaba se tornando um fugitivo. Como chance para se redimir, Cobb terá que em vez de roubar os pensamentos, inplantá-los. Seria um crime perfeito. Mas nenhum planejamento pode preparar a equipe para enfrentar o perigoso inimigo que parece adivinhar seus movimentos. Somente Cobb é capaz de saber o que está por vir.
O sonho é o momento mais importante da nossa saúde mental. E sonhar não é algo que ocorre somente quando durmimos. Planejar uma tarefa, imaginar nossas próximas férias, uma viagem para um lugar desconhecido, contar um filme, ler um bom livro, tudo isto é sonhar. Sonhar é imaginar, é transformar e memória aquilo que projetamos. Estamos sonhando o tempo todo e o sonho nos possibilita crescer.
Um filme inteligente como "A origem" consegue captar o que de mais original já se foi estudado sobrer o sonho, principalmente pela psicanálise. Mas salta aos olhos algo que talvez passe despercebido por quem viu o filme.
Ao planejar a invasão ao sonho alheio, tanto Cobb quanto a arquiteta Ariadne não imaginam que um segredo tão profundo, escondido no subconsciente de alguém que não quer relembrar é tão bem protegido, tão bem cercado, que faz com que a invasão torne-se uma verdadeira aventura digna de James Bond. O filme mostra com isto que nossos segredos são armados até os dentes e defendidos da invasão de nossa privacidade. É mais uma variável da nossa autodefesa.
Não gostamos de expor nossas fraquezas, nossas verdades, e quando invadidos, a resposta será sempre "armada".
Um excelente filme para discutir com um bom vinho numa roda de amigos sedentos de curiosidade. Recomendo!
Nenhum comentário:
Postar um comentário